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DIAS QUENTES - Lojas fazem liquidações de inverno com descontos de até 50%
A pouco menos de dois meses para o término do inverno os comerciantes já apostam em liquidações de roupas e calçados para aquecer as vendas. O presidente da Associação Comercial de Sorocaba (Acso), Braz Cassiolato, afirma que este tipo de promoção é comum nesta época do ano, ainda mais quando há dias quentes para a média do inverno. Segundo ele, os comerciantes que mexem com roupa e moda em geral têm de ser mais antenados do que os outros pois, entre outras coisas, sofrem influência das condições climáticas. Tanto nos shoppings como no Centro os descontos chegam a 50% e os comerciantes falam em queda de até 15% no faturamento do inverno.
Além de calças e blusas mais grossas, os casacos são peças clássicas do inverno. Um sobretudo que custava R$ 499 já pode ser levado para casa por R$ 250. Os sapatos também estão na lista das promoções e botas de R$ 170 estão sendo vendidas por R$ 100. O presidente da Acso destaca que em outras cidades, como a capital São Paulo, as liquidações de inverno também já começaram. "Vi no Bom Retiro descontos de até 70% e isto dá até um medo pois a gente acaba vendo o quanto eles colocam em cima do preço da roupa", comentou. O problema de ter mercadorias deste tipo no estoque, comenta Cassiolato, é o risco delas estarem fora de moda no próximo inverno, isto sem contar no espaço físico que ocupam.
Tanto roupas como calçados para a estação mais fria do ano são mais caras, os comerciantes temem ter prejuízos e, por isto, fazem promoções para evitar a formação de estoque dessas mercadorias. Cassiolato afirma que quando a cidade é atingida por uma onda de frio mais severa o mercado não baixa os preços, comportamento que pode ser conferido quando os termômetros registram temperaturas mais elevadas. "O comerciante tem que ser muito eclético e estar muito atento ao mercado ou então pode perder dinheiro. Este comerciante precisa ter um balizamento e conhecer o comportamento dos consumidores", explicou. As liquidações, além de permitir a renovação do estoque pode ser feita também para um ajuste de caixa do estabelecimento.
Vendas de 10% a 15% menor
O inverno anterior é usado como base para as compras dos lojistas. Gerente de uma loja de roupas, Maria José Rodrigues, comenta que as vendas foram de 10% a 15% menores neste ano. Segundo ela, roupas de lã de fabricação própria, são o carro chefe da loja e, com dias quentes, o movimento diminui. "No varejo a gente percebe que o cliente decide muito suas compras de acordo com o clima. Se está calor, eles procuram mais por blusas ou casacos leves", disse. O estoque, conta ela, não está alto até por conta da logística usada e das promoções feitas. Um movimento 10% menor também foi relatado pela gerente Sandra Munis da Silva que trabalha em uma loja de roupas. Segundo ela as promoções já começaram e na vitrine estão expostas peças de inverno e primavera.
Antes que acabe a estação
Nas vitrines das lojas já há mescla de roupas e acessórios de inverno e de primavera. A gerente de uma loja de calçados e acessórios femininos no shopping, Regiane Rabelo Batista, explicou que as liquidações de inverno são feitas antes do término da estação mais fria do ano. Ela comenta ser necessário liberar espaço para a coleção primavera e verão. "Tem peças que servem para os dois climas e a gente sabe que agora não teremos mais nenhuma queda longa e expressiva na temperatura, então, já aprendemos que esta é a hora de fazer as promoções, pois se esquentar muito ninguém vai querer saber de roupas de inverno", ponderou.
Regiane confirma a afirmação do presidente da Acso de que o comerciante de moda deve acompanhar o comportamento da população. Ela revela que no início do inverno, quando ainda são esperadas as temperaturas baixas, os consumidores que vão até a loja são mais antenados em moda e querem passar o inverno com peças novas. "Agora a gente percebe que quem compra são pessoas que não abrem mão da qualidade e do conforto e esperam para aproveitar os preços mais baixos". Ela comenta que em sua loja uma bota de R$ 600 pode ser comprada por R$ 300. "Agora as pessoas escolhem peças mais clássicas pois sabem que vão poder usar no próximo inverno", afirma. (Por Carolina Santana)
Cruzeiro do Sul
| Data: 26/7/2010 |
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