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Sorocaba - GAS liberta estudante e desarticula quadrilha de sequestradores
O sequestro do filho de um empresário de Sorocaba teve desfecho terça-feira à noite com o estudante libertado e a quadrilha formada por sete homens presa. Os criminosos mantiveram a vítima de 19 anos no cativeiro por cinco dias, numa casa de veraneio em Ilha Comprida, litoral sul de São Paulo. A prisão aconteceu na ponte que liga a ilha ao município vizinho de Iguape, perto do pedágio. A quadrilha também é acusada de sequestrar um empresário de Sorocaba em maio.
Os sete homens ocupavam dois carros que foram cercados por policiais do Grupo Antissequestro (GAS) de Sorocaba, que tiveram apoio da Polícia Militar. De acordo com o delegado Wilson Negrão, os sequestradores demoraram dois a três minutos para sair do carro e se entregar. Tinham uma pistola e um revólver, mas não houve troca de tiros. O estudante estava trancado no portamala de um dos carros, o Fiat Siena (placa EAT-4797 de Sorocaba), que tinha sido roubado em Porto Feliz. O outro carro era um Celta.
Foram presos Luiz da Silva Gasparini, 25 anos; Estevan Roberto Aguiar Rosa, 19; Wellington Silva, 28; Fabiano Germiani, 31; Willian Leite de Oliveira, 23; Jefferson Rodrigo Alves Assis, 19; e Cleber Alves de Oliveira Pedroso, 23. Luiz era o líder da quadrilha, que é ligada à facção Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme a polícia. Todos os sete moravam em Sorocaba e maioria deles já esteve presa antes, por roubo.
Os sequestradores fizeram o filho de empresário refém quando saiu da loja de tintas do pai e ia para casa, na quinta-feira. A investigação apurou que o grupo escolhia a vítima com potencial financeiro e depois pesquisava horários e lugares para onde ia diariamente, a fim de definir o melhor momento para ser rendida, o chamado arrebatamento.
Uma casa de madeira em Ilha Comprida, alugada por meio de imobiliária de Sorocaba, foi o lugar que serviu de cativeiro. Ele dormia num colchão colocado no chão. Para intimidar a família e forçar o pagamento do resgate, os sequestradores ameaçavam pelo telefone que iam arrancar um dedo ou uma orelha do estudante.
Os criminosos vendavam a vítima para não serem reconhecidos depois se o sequestro tivesse dado o resultado que esperavam. Na casa de Ilha Comprida a polícia apreendeu capuzes, luvas e um rolo de fita adesiva (usada para imobilizar o estudante). Wellington e Cleber portavam as duas armas, quando cercados pela polícia na ponte.
Quinto do ano
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O sequestro do estudante foi o quinto do ano na região de Sorocaba, diz o delegado do GAS. Agora não há nenhum em andamento. A quadrilha liderada por Luiz Gasparini havia feito outro sequestro em Sorocaba, em maio, conforme Negrão. A vítima foi um empresário de 66 anos, dono de lojas de autopeças. Desde então, policiais do GAS investigavam e monitoravam o grupo.
No dia 5 de julho, a polícia impediu que os mesmos criminosos fizessem um empresário de refém, na zona norte de Sorocaba. Houve antecipação e a vítima não foi rendida. Enquanto um sequestro estava em andamento planejavam o próximo. Segundo Negrão, pretendiam sequestar mais um empresário de Sorocaba. A quadrilha era bem organizada e para o delegado é possível que tenham feito mais sequestros em outras regiões. (Marcelo Roma)
Cruzeiro do Sul
| Data: 15/7/2010 |
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