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OBRAS NA DOM AGUIRRE - Avenida só alagará se nível do rio subir 1,70m
A avenida Dom Aguirre voltará a ficar alagada quando a água do rio Sorocaba subir 1,70 metro a mais do que era suficiente para provocar as inundações antes da reforma. Até então, quando o nível alcançava a quota "zero" na régua instalada no leito do rio ao lado da ponte da rua 15 de Novembro, a água ficava na mesma altura da avenida. Naquele ponto a avenida foi elevada em 1,65 metro e para que volte a ser tomada pela água o rio precisará subir mais de 1,70 metro da antiga marca zero. Com a conclusão das reformas, quando o nível do rio ficar semelhante ao da nova altura da avenida um espelho da água proveniente da enxurrada deverá formar-se embaixo da ponte da rua 15, que ficará mais baixa do que o restante da avenida. Se o espelho da água ultrapassar os 20 centímetros de altura a avenida será interditada para o trânsito. Foi o que explicou ontem à tarde o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), arquiteto Geraldo Moura Caiuby.
Embaixo dos viadutos da rua 15 de Novembro e da linha de trem na praça Lions está sendo construído um sistema de drenagem com uma válvula chamada flat. O diretor-geral do Saae explicou que por esse sistema, uma espécie de tampa fecha-se mecanicamente quando o nível do rio subir muito, para que não retorne pela tubulação. Quando a água for no sentido contrário a própria força do líquido vai abrir a tampa, fazendo com que a enxurrada coletada debaixo dos viadutos seja despejada no rio, sem a utilização de energia elétrica. "Procuramos uma solução que não exigisse a instalação de bombas de sucção para fazer com que o escoamento ficasse natural, o próprio caimento vai jogar a água para dentro do rio", explicou. O Saae também estudou outros sistemas, como a construção de diques que utilizaria bombas de sucção e geradores, mas custaria cerca de R$ 10 ou R$ 12 milhões e ainda não eliminaria o risco das inundações, o que acabou descartado.
Haverá depressão sob os viadutos em relação ao restante da avenida para que seja respeitada a altura de 4,5 metros do solo à base dos viadutos. O trânsito de caminhões na marginal é proibido, mas os ônibus mais altos poderão continuar trafegando normalmente. Segundo Caiuby, as depressões do solo embaixo dos viadutos serão inferiores a 2% do nível da avenida e não deverão provocar incômodo aos motoristas. Mas já são visivelmente percebidas embaixo da ponte da rua 15 de Novembro, onde foram concluídas as instalações das guias e sarjetas na mão de direção Votorantim-Castelinho. Enquanto na área da praça Lions o solo está sendo aumentado em 1,65 metro, embaixo da ponte da rua 15 de novembro a elevação é de 70 centímetros.
As obras ao custo de R$ 5 milhões resolverão, segundo Caiuby, 90% do problema e quando a quantidade de chuva for superior ao período de janeiro de 2010 poderá haver interdições. "Mas isso em chuvas esporádicas e excepcionais. Desde o primeiro momento avisamos que 90% será resolvido mas 10% pode ter algum problema. O projeto foi feito pensando nos 90% (...) temos notícias de apenas duas ocasiões nos últimos 30 anos em que o nível do rio chegou a uma altura que poderia alagar após as reformas", disse Caiuby. A ciclovia em alguns pontos, como nas proximidades do Corpo de Bombeiros, ficará mais baixa do que o nível da avenida, praticamente impossibilitando que haja visão dos motoristas. O diretor-geral do Saae disse que houve estudo para elevar a ciclovia, mas como exigiria o corte de cerca de 70 árvores, decidiu-se deixar a ciclovia mais baixo.
Cruzeiro do Sul
| Data: 20/7/2010 |
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